Semana da Consciência Negra | Maraisa Fidelis

Mah / 20 nov,2017 /ETC

Olá pessoas lindas! Vamos tirar a poeira deste blog? E resolvi fazer isso com um especial “Semana da Consciência Negra”. Onde cada dia um convidado escreverá sobre assuntos pertinentes que nos rodeiam. Pessoas negras que admiro demais e que aceitaram participar com todo o carinho.

Para o post de abertura nada mais natural do que eu mesma escrever. Então vem comigo!

Eu, quando comecei a trabalhar, não era nenhum pouco engajada nas causas raciais. Sempre soube que existe racismo, sempre me entendi como mulher negra, mas não me aprofundava no assunto; não via as lacunas a serem preenchidas nesta sociedade, a herança que veio comigo.

Se lembram daquele filme 12 Anos de Escravidão? Então, eu já tinha começado a ler mais e estudar sobre minhas raízes, mas ficava apenas na leitura. Fui ao cinema com meu namorado assistir e não consegui ficar 30 minutos lá dentro. Eu comecei a chorar copiosamente e esconder o rosto atrás das mãos pedindo para Baby me tirar dali. Sthefano, que é branco, ficou completamente sem reação, me tirou do cinema e pediu mil vezes desculpas por querer assistir o filme comigo.

O que aconteceu comigo naquele momento? Eu simplesmente SENTI aquela dor. Eu senti que estava apanhando junto, eu senti que era com algum familiar meu. A FICHA CAIU. Depois disso fiquei mais lúcida e li uma constatação que me deixou pior ainda: Lembra no colégio quando a professora pedia para você falar a sua descendência? O povo falava “Sou descendente de italianos!” “Sou descendente de espanhóis” “Sou descendente de uruguaios”. Pois então! Eu só sabia o estado que meus avós nasceram e fim. Hoje eu sei o motivo de não ter o conhecimento da região ou países dos antepassados… eram escravos! A minha história foi roubada. A partir do momento que tiraram negros de suas terras, trouxeram para o Brasil e os escravizaram, eu perdi a minha ancestralidade. Eu perdi ali a minha história. De onde eu vim? Qual a minha mistura? Alguma bisa ou tataravó minha sofreu estupro? A qual povo eu pertenço na África?

Pois com esta lucidez eu passei a me posicionar, sempre que julgo necessário, em minhas redes. Ler, assistir vídeos, filmes, conversar com diversas pessoas, aprender, escutar, aprender e escutar mais e mais. Isso fez com que eu entendesse tudo que entendo hoje. E ainda tenho MUITO para aprender. Sou rasa, confesso, mas quando a gente se abre para aprender, tudo fica mais fácil.

Se entender como negra para mim é uma coisa, mas entender minha negritude (ancestralidade, heranças…) foi um processo que hoje me sinto confortável e aberta para falar.

Obrigada para quem esperou por este momento. Estamos aqui juntos e juntas.

Beijos
Mah

Finalmente meu blog novo!

Mah / 19 out,2017 /ETC

 

Deus! Vocês não imaginam o quanto esperei por isso! Vocês não tem uma noção da minha ansiedade, minha inquietação e, por muitos momentos, nervosismo por não sair como eu esperava.

Preciso confessar que não sou uma pessoa “das artes” e por isso, reformular o layout do Beleza Interior, era uma tarefa árdua para mim. Não sabia o que queria, como queria, onde queria. Eis que conheci o trabalho da maravilhosa Karina Beraldo e surgiu uma luz. Me encantei com as ilustrações dela e fui atrás para que desenhasse a minha arte. Deu certo! <3

Mas e o resto? O desenvolvimento do layout, a programação, aquelas coisas chatas, mudança disso daquilo, perceber que por eu não mudar há tanto tempo muitas coisas estavam obsoletas. JESUS ISSO LEVOU TEMPO PARA ARRUMAR!
Aí eu agradeço a Marie Publicidade (beijos Camila) que teve uma paciência absurda comigo com todas as mudanças feitas.

O layout não poderia ser mais a minha cara! Cores quentes, bem Maraisa, e algo simples de se navegar. Modificarei algumas categorias com o tempo e adicionarei outras para esta nova fase que inicio hoje.

Então é isso: Sejam bem vindos e bem vindas ou novo Beleza Interior (por Maraisa Fidelis)

Beijos
Mah

Não sou o que você deseja que eu seja.

Mah / 28 ago,2017 /ETC

Nossa! Pera, deixa eu ler de novo  este título para ver se entendi. hahahahaha SIM! É isso mesmo! Eu, Maraisa Fidelis, não sou o que muitas pessoas que me seguem desejam que eu seja. “Mah, não entendi direito…..” bora lá:

Todo tipo de trabalho tem seu ônus e seu bônus. Na internet a gente pode trabalhar em casa, fazer o próprio horário, ficar de pijama maquiada para gravar vídeos, ou mesmo escrever de madrugada (como faço agora). Mas tem uma coisa que eu observo faz muito tempo: algumas pessoas esperam atitudes suas que não são da sua personalidade. Me fiz clara?

Essa coisa de não ter barreiras, não ter fronteiras, não ter filtros faz com que todo mundo dê opinião. É legal? É sim, mas tudo em exagero deixa de ser bacana (mamãe sempre diz isso). Aí que começam a cobrar comportamento que não é seu, que não combina com você ou mesmo que não tem nada com o seu conteúdo. “Maraisa fale sobre isso!” “Por que você não escreve sobre aquilo?” “Nossa, achei que você era diferente” “Todo mundo fazendo isso e por que você não faz?” “Grava um vídeo sobre assunto x quero saber o que pensa”.

Algumas vezes são sugestões normais como estamos acostumados. Mas outras não, são “pedidos” de forma tão imperativa como se eu tivesse a OBRIGAÇÃO de falar sobre o que a pessoa mencionou. Não é bem assim! Claro que se tenho um canal com um monte de gente que me segue eu posso falar de assuntos importantes e pertinentes como faço algumas vezes no meu insta (@blzinterior); mas não é uma obrigação entendem?

Por que não é obrigação Maraisa? Porque cada um tem o seu jeito e sua personalidade. Falo de beleza, permeio por autoestima, pela minha vida, pelo mundo em que vivemos (#ForaTemer), me “descobri” feminista, estou me aventurando nas modans, mas o que amo é conversar com vocês! Quando vejo pessoas impondo assuntos para mim ou mesmo para outras meninas blogueiras falarem acho tão desnecessário. Eu já li tantas coisas sobre outras bloggers apenas porque elas não comentaram um assunto que estava em voga. Eu vou apontar o dedo e julgar? Eu vou exigir uma opinião política dela? Eu vou condenar e xingar? NÃO! O trabalho dela não é este sacas?

Por isso eu digo: Não sou o que você deseja que eu seja. Mostro parte de mim na internet (não curto mostrar minha vida inteira, minha família e tudo mais), algumas vezes opino nas redes sobre acontecimentos, falo bastante coisa nos vídeos de #MahResponde, mas sou EU aqui dentro: Maraisa Fidelis. E euzinha aqui tenho minhas opiniões (que podem mudar porque somos seres em construção), valores, pensamentos e forma de levar a vida.

Que olhemos com mais cuidado e até um certo carinho para quem trabalha na internê. <3 Não é fácil agradar todo mundo e continuar na linha dos seus valores…

Mil beijos
Mah

Por que uma mulher bem resolvida assusta?

Mah / 09 ago,2017 /ETC

Conversando com minhas amigas este assunto surgiu. Por qual motivo uma mulher bem resolvida, empoderada, bem sucedida, convicta de suas opções e estilo de vida assusta?

Algumas teorias apareceram e achei interessante falar por aqui:

*A atual geração de homens não está preparada para esta geração de mulheres. 

COMO ASSIM MARAISA? Calma que eu explico! Ainda mais se estes homens foram criados e acostumados a ter suas mães fazendo tudo para eles. Nós, mulheres da geração de 80 pra frente, fomos criadas para fazermos o que bem entendermos (não que antes não tivéssemos mulheres criadas assim, mas digo a maioria). Nossos pais nos deram escolhas e lá vamos nós para o mundo estudar e trabalhar com o que queremos sem aquela obrigação de casar e ser bela do lar. Fizemos nossas escolhas, cursamos o que desejamos e trabalhamos, a maioria, com o que desejou.

*Tivemos e temos que provar sempre o dobro.

Ah! Todo mundo bem sabe que mulher tem o salário menor do que o homem desempenhando a MESMA função. O que nos resta? Estudar mais e mais, ser a melhor, ler, pesquisar e não parar no tempo nunca. Tanto é que hoje o número de mulheres que terminam o ensino superior é maior do que o de homens. A nossa necessidade de estar mil vezes mais preparada fez com que avançássemos loucamente desde a Segunda Guerra; quando lá foram as mulheres às fábricas trabalhar para suprir o lar. Aí não paramos mais.

*Depois disso, o mundo ficou pequeno para nós.

Okay: Criadas para enfrentar o mundo de frente, estudando mais que os homens, aí uma coisa é certa: NINGUÉM SEGURA! O mundo fica pequeno e o céu é o limite. A gente começa a perceber que não é necessário estar em uma relação que não nos faz feliz porque nos bastamos. Pagamos nossas contas, compramos tudo que queremos e olhamos além.

Se isso não fosse o bastante, quando uma mulher demostra liberdade sexual, fala abertamente sobre o assunto, aí que o homem treme feito doido. “Como assim? Essa mulher é tão confiante! Qual será o meu papel ao lado dela?”

Sim, agora chegou a vez dos homens entenderam quem são estas mulheres, o que elas querem e que não possuem mais paciência para aquele discurso antigo onde o homem era o provedor, o predador e o único que lia jornal pela manhã antes de ir trabalhar.

Sobra conteúdo nessas mulheres, sobra força de vontade, sobra inteligência e desejo de se reinventar a cada minuto. Como lidar com tudo isso em um só corpo? Querido, é preciso força, coragem e compreensão. Porque as antigas mulheres são raridade; é mais fácil ficarmos felizes sozinhas do que suportando um relacionamento apenas para ter alguém.

Não tem mais aquela máxima “Por trás de um grande homem existe uma grande mulher” O negócio mudou, é andar ao lado. LADO A LADO.

E só para finalizar o meu post, quero muito que escutem uma música que eu amo e resume tudo isso: Miss Independent, Ne-Yo

Beijos
Mah

Um, dois, três e quatro dobro a perna e dou um salto!

Mah / 17 jul,2017 /ETC

Antes de começar gostaria que escutassem comigo esta música: A Bailarina de Lucinha Lins.

Agora vamos lá! Por que esta música? Porque lá atrás, quando eu tinha 8 anos de idade, teve uma apresentação no colégio e esta música tocou. Os alunos foram sorteados em grupos de profissões e eu não caí no grupo das bailarinas, eu dancei representando cantores de sertanejo. Sim, hoje com 28 anos ainda me lembro disso porque marcou demais: EU QUERIA FAZER A COREOGRAFIA DA BAILARINA! Eu fazia ballet no colégio! Frustradíssima. hahahaha

Parei com o ballet logo cedo porque a enxaqueca começou a aparecer. Então, bora deixar de escutar música muito alta; porém esta dança específica não saiu da minha cabeça em nenhum momento da vida. Vivo tentando me alongar o máximo que posso, quando tenho que pular de algum lugar tento cair no chão sem fazer barulho, e óbvio que alguns passos ficam na mente.

Vida passa, faculdade, idade adulta, trabalho, passa o tempo, saúde, melhor fazer alguma atividade física né? “Maraisa, vamos para a academia?” NÃO! Aquele clima, pré treino, esteira, equipamentos, bicicleta…. QUE TORTURA PARA MIM! Aí tento fazer na academia do prédio, mas cadê a vontade? É melhor porque não tem aquele monte de gente, mas ficar parada andando olhando para uma televisão? Por favor não!

Eis que me lembro do que? Sim! Do ballet! Um, dois, três e quadro dobro a perna e dou um salto! Vou dançar ballet de novo mas aceitam adultos? Uma amiga me fala do Anacã mas as unidades eram bem longe de casa; só de pensar em sair ficar um tempo no trânsito para dançar e voltar me dá preguiça (Confesso! Tenho ume preguiça tremenda de sair da minha aconchegante casa). O que acontece Brasil? Anacã abre unidade no Morumbi, posso ir andando! AAAAAHHH QUE FELICIDADE! Lá vamos nós com quase 30 fazer ballet para iniciantes com esta cara de alegria:

Sabe quando você vai para um lugar com prazer? Não quer perder uma aula? Quando você sai feito louca comprando collants de todos os modelos possíveis para ser a bailarina mais plena que puder? Essa sou eu agora. Uma felicidade estampada do rosto de quem conseguiu encontrar a atividade física que te traz motivação, que te desafia e te faz querer ser sempre melhor.

Isis é uma professora que te puxa em todos os sentidos: puxa pra cima, puxa para os lados, puxa a perna, puxa a coxa puxa o pé e puxa a aula. hahahaha Mas eu não poderia aprender com pessoa mais determinada! Ela me faz ficar assim. Claro que saí dolorida das primeiras aulas; entretanto, isso não é nada perto de um passo que você consegue realizar.

Sempre posto sobre minhas aulas no Insta e se quiserem seguir, sintam-se à vontade (@blzinterior). Voltarei aqui para contar como foram os dois primeiros meses, o que mudou em mim e no meu corpo com a dança.

Não sabia, mas dançar te alegra num nível que hoje, sugiro que todo mundo tente um dia. Bora?

Beijos
Mah